09 November 2005
Equívoco
Há, no entanto, um equívoco, que desejo combater. Por isso, digo assim:
Reivindico o "direito" a ser do PS – ou do PSD, ou do PCP ou... – e a minha palavra ser respeitada, ou não, por aquilo que eu digo e não pela cor do meu emblema.
Quando um qualquer cidadão comum me atribui uma cor partidária, isso não me incomoda muito, a não ser na medida em que possa revelar ou originar algum malentendido. Mas quando um dirigente ou militante partidário me acusa de ser do PS e por isso desvaloriza o que eu digo, isso incomoda-me de dois modos:
Primeiro, por ser mentira e essa voz mentir assumidamente apenas em função de proveitos que quer obter à custa de enganar os outros;
Segundo, porque ao desvalorizar a minha voz por ser partidária está a desvalorizar a sua e a de todos os membros de qualquer partido.
Eu, ao contrário, quero que todas – todas! – as vozes sejam esclarecidas, responsáveis e dignas, e reconhecidas como tal. E, se alguma vez não o for, a começar por mim, que seja porque todos temos limitações. Mas uma coisa é sermos limitados e outra, muito diferente, é apenas darmos o estatuto de dignidade à voz dos nossos. Sejamos claros: isso é crime. Crime contra a dignidade do homem digno e crime contra a democracia.
Sejamos claros, mais uma vez. A minha voz vale ou não vale pela justeza daquilo que digo e não, nunca, pela cor que alguém me atribui.
E aquele que me condena por, supostamente, eu ser do PS está a revelar a sua fraqueza, a sua incapacidade de avaliar aquilo que eu digo, escrevo ou faço, sendo por isso obrigado a chutar a bola para canto.
Eu insisto. Os homens e as mulheres dos partidos não são, por isso mesmo, bandidos. Sê-lo-ão quando praticarem actos dessa natureza. E como são eles que nos governam, no Governo e na oposição, eu quero que a sua voz seja a mais qualificada possível. E é isso mesmo que eu lhes exijo.
Adenda: E diz o leitor esclarecido: "Mas isto são apenas banalidades". E tem razão. O que é mais surpreendente é que alguém sinta, ainda hoje, necessidade de afirmar tais banalidades. Sinal de que...
Reivindico o "direito" a ser do PS – ou do PSD, ou do PCP ou... – e a minha palavra ser respeitada, ou não, por aquilo que eu digo e não pela cor do meu emblema.
Quando um qualquer cidadão comum me atribui uma cor partidária, isso não me incomoda muito, a não ser na medida em que possa revelar ou originar algum malentendido. Mas quando um dirigente ou militante partidário me acusa de ser do PS e por isso desvaloriza o que eu digo, isso incomoda-me de dois modos:
Primeiro, por ser mentira e essa voz mentir assumidamente apenas em função de proveitos que quer obter à custa de enganar os outros;
Segundo, porque ao desvalorizar a minha voz por ser partidária está a desvalorizar a sua e a de todos os membros de qualquer partido.
Eu, ao contrário, quero que todas – todas! – as vozes sejam esclarecidas, responsáveis e dignas, e reconhecidas como tal. E, se alguma vez não o for, a começar por mim, que seja porque todos temos limitações. Mas uma coisa é sermos limitados e outra, muito diferente, é apenas darmos o estatuto de dignidade à voz dos nossos. Sejamos claros: isso é crime. Crime contra a dignidade do homem digno e crime contra a democracia.
Sejamos claros, mais uma vez. A minha voz vale ou não vale pela justeza daquilo que digo e não, nunca, pela cor que alguém me atribui.
E aquele que me condena por, supostamente, eu ser do PS está a revelar a sua fraqueza, a sua incapacidade de avaliar aquilo que eu digo, escrevo ou faço, sendo por isso obrigado a chutar a bola para canto.
Eu insisto. Os homens e as mulheres dos partidos não são, por isso mesmo, bandidos. Sê-lo-ão quando praticarem actos dessa natureza. E como são eles que nos governam, no Governo e na oposição, eu quero que a sua voz seja a mais qualificada possível. E é isso mesmo que eu lhes exijo.
Adenda: E diz o leitor esclarecido: "Mas isto são apenas banalidades". E tem razão. O que é mais surpreendente é que alguém sinta, ainda hoje, necessidade de afirmar tais banalidades. Sinal de que...
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Por falar em equívoco...confira em http://santamargarida.blogspot.com/ porque motivo é o Abranteimas citado no jornal "Abarca".
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